Certa feita encontrei um burro desabando em lágrimas.
Assuntei a razão de tanta lágrima e o animal pranteou:
"Declarei meu amor a uma rosa.
Que toda prosa, desdenhou.
Queria se desapegar das aparências.
Queria se libertar dos elogios
E assim se livraria de todas as críticas.
A mim, burro que sou, restou uma coisa,
E mastiguei a rosa com todos seus espinhos."
Lindo!
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