sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Lazarus tramp

I could not.
I cannot even die,
Know heaven or hell
The priest promised me.

Wake up somewhere or nowhere.
To carry only the skin covering my body
No, I was not allowed.

Doomed to wander the world,
In a body that rejected me.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

sábado, 17 de outubro de 2015

Darkness

Ah! Escuridão imensa advinda da dor que ofusca meus olhos. 
Parte e me dê um sossego. 
Deixa que eu viva!
Deixa a vida inflar meu pulmão. 
E dar vida aonde é mais necessária.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A casa de Erwin

Moro cá numa casota,
Pequena como uma caixa,
Não há portas ou janela.
O que está dentro
Se está vivo ou morto
Não há como saber.





terça-feira, 13 de outubro de 2015

Réquiem

Que eu,
Quando chegada a hora,

Não me arrependa do que fiz,
Nem tampouco do que deixei de fazer. 

Não olhe nem para trás com saudade,
Nem para frente com tristeza. 

Prestigie os que estiveram do meu lado 
E tente perdoar os que me abandonaram. 

(Mas se não conseguir, que se fodam todos)

Sinta uma última dor
E uma última lágrima quente sabor de mar. 

E um beijo delicado da minha filha que acenderá a uma última luz, dando força para dizer:

Sempre te amarei.

domingo, 4 de outubro de 2015

Angústia

O medo da dor que causamos quando falamos a quem amamos da dor que estamos sentindo. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Você está bem?

Não. Não estou nada bem. 

Sabe, ainda tenho vida dentro de mim, mas também uma doença que me destrói e tenho medo. 

Isso não é estar bem. 
Isso é estar vivendo. 
Até onde poder chegar. 
Para poder partir.

Não queria ter mais noção de tempo, para não saber o muito do tudo que estou perdendo. 
Não nos deram a opção de saber quando vamos morrer. Mas sabemos que iremos. 

A maior crueldade da vida é essa. Receber desejos, sonhos, vontades, amores e esperança, para saber que vão se perder. 
E esse é também seu maior presente.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Seja

Jorge Drexler em uma estrofe da música Sea diz (e me perdoem a tradução tosca):

"O que tiver que ser, que seja 
E o que não, por algo será
Não creio na eternidade das brigas 
Nem nas receitas da felicidade."

Chama-me sempre a atenção os dois últimos versos. 

De fato, não creio na eternidade das brigas, mas o que for, que seja. 

Mas as receitas de felicidades, essas não existem e não é só por uma questão de crença. E é o que tem que ser. 

Felicidade é um estado momentâneo de gozo pela satisfação alcançada e esse orgasmo não é obtido por fórmulas mágicas propostas por religiosos (castradores por definição), filósofos (castrados por essência) e psicólogos (eunucos castradores por profissão). 

Só os poetas, por serem densos e profundos, sabem o que é felicidade, pois a eles é permitido chegar no mais escuro da tristeza onde um pequeno facho de alegria acaba por constituir toda a felicidade do mundo, naquele instante. 

Por isso desconfio e tenho medo da patologia psicológica daqueles que buscam a felicidade e suas receitas a qualquer custo ou ao custo de qualquer ilusão. Essas pessoas levam promessas que nunca poderão cumprir e nelas envolvem as pessoas que sabem que a felicidade é transitória e efêmera e que se apaga ou escurece ao primeiro obstáculo que se impõe na sua frente, mas ainda assim sonham com ela, os poetas, sejam quem forem. 

"Y el que quiera creer que crea
Y el que no, su razón tendrá
Yo suelto mi canción en la ventolera
Y que la escuche quien la quiera escuchar

Ya esta en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea"

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Décimo primeiro

"Tomai as leis de Moisés e adicioneis mais esta:

Não usarás a palavra Amor em vão. Pois o Amor é o sentimento mais sublime que o Pai nos deu e seu maior presente."

Evangelho de Mateus, Cap 5, vers. 49 e 50. Apócrifo.