Invente mil desculpas, mas não grite aos quatro quantos o quanto quer amor.
Envolva e segure, mas não descarte na rua o amor quando lhe convém.
Quer o amor com todas as forças e de todas as formas, mas aceite-o quando lhe aparecer.
Não diga dos medos passados, presentes e futuros, e depois assuste quem lhe quer.
Não reclame da velocidade, da pressa ou da urgência para, em seguida, atropelar o amor transeunte com seu VUC lotado de desejos e fantasias para deixá-lo depois fodido no acostamento.
Não sejamos vítimas ou algozes.
Dance comigo até o fim do amor.
"Do fundo do estômago, o medo sobe até a cabeça estraçalhando cada idéia, impossibilitando um pensamento conexo e ideal..."
sábado, 13 de junho de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Schrödinger's cat
By now
I'm living inside a Schrödinger's box.
When they come visit me,
Won't know what is inside.
If it's alive or dead.
Maybe both.
Maybe nothing.
L(ê•á)muria
Hoje escorreu uma lágrima de sangue do meu olho astigmático.
Dizem que quando isso acontece uma criança indigo morre sugada pelo hálito de Baphomet.
E em algum lugar do mundo, o alento do faminto é destruído em pedreiras de Food Trucks.
Poderia o Homo sapiens destruir a si mesmo como fez com os Neandertais?
A resposta está em algum livro sagrado enterrado sob os escombros da Lemúria e os quilos de corpos de lêmures mortos no meio do Oceano Índico.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Vértices
Como o horizonte
por um ato
por uma palavra
por uma opinião
pela falta de um amor
pela falta de esperança
pela falta de expectativa
pela falta de saúde
Pode ficar tão infinitamente pequeno?
terça-feira, 9 de junho de 2015
Auto-imune
Temo a passividade.
Odeio a beligerância.
Buscarei, sempre que possível, escolher o caminho da honra e do respeito.
Mas que caminho é esse se o seu próprio corpo o violenta?
Honra alguma adianta quando se é traído pelo próprio sangue. Pelas próprias células.
E...
Talvez nessa hora,
escolha o temor.
opte pelo ódio.
Certo que nem um desses meios vai acabar com que a desonra que trago no abdômen.
Nessa hora encolherei num canto chapado de codeína esperando que o tempo traga a honra em uma viagem entorpecida, para qye na manhã seguinte eu levante e continue sendo o mesmo desonrado.
Não há honra na dor.
Odeio a beligerância.
Buscarei, sempre que possível, escolher o caminho da honra e do respeito.
Mas que caminho é esse se o seu próprio corpo o violenta?
Honra alguma adianta quando se é traído pelo próprio sangue. Pelas próprias células.
E...
Talvez nessa hora,
escolha o temor.
opte pelo ódio.
Certo que nem um desses meios vai acabar com que a desonra que trago no abdômen.
Nessa hora encolherei num canto chapado de codeína esperando que o tempo traga a honra em uma viagem entorpecida, para qye na manhã seguinte eu levante e continue sendo o mesmo desonrado.
Não há honra na dor.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
O Cancro.
Uma hora
E eu ainda recolho os cacos
Das lembranças de como é sobreviver.
Três anos não bastaram, batendo de volta o cancro, como o corvo, sobre meus umbrais.
Seis anos foram e voltaram.
Mais que os seis meses, mas menos que uma vida.
E o carangueijo diz:
Sempre mais.
domingo, 24 de maio de 2015
Acontecência
Certo que assustam,
A velocidade e o de repente,
Os desejos das conseqüências.
E do nada,
Ou de um beijo, sei lá,
Brotará a vontade.
Um par de olhos verdes me fitam
Enquanto percorro com as mãos
As linhas em curvas.
Um, dois, três, milhares.
Noites, dias, horas, minutos.
E ainda querer mais.
É claro que confunde
Achar-se perdido
Quando encontrado.
A velocidade e o de repente,
Os desejos das conseqüências.
E do nada,
Ou de um beijo, sei lá,
Brotará a vontade.
Um par de olhos verdes me fitam
Enquanto percorro com as mãos
As linhas em curvas.
Um, dois, três, milhares.
Noites, dias, horas, minutos.
E ainda querer mais.
É claro que confunde
Achar-se perdido
Quando encontrado.
sábado, 23 de maio de 2015
Coexistir
Dai ela me pergunta:
"Pai, qual a sua religião?"
Engulo seco. Sabia que essa pergunta difícil viria, como outras tantas virão.
Explico que fui batizado. Portanto, cristão.
Mas como explicar a inexistência de D'us? Como explicar as atrocidades cometidas em nome de um deus? Como explicar as outras cometidas em nome de divindade alguma?
Acordo dia seguinte e o tema é retomado enquanto ela parte para catequese por vontade própria. Ela, por influências várias, se diz católica e evangélica, mas quer fazer primeira comunhão. A decisão é dela e isso é respeitado.
Explico superficialmente a base da tríade da religiosidade ocidental: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.
Busco mostrar que a igualdade e o respeito a todos é o mais importante. Cito Moisés, cito o Alcorão, cito Mateus, cito Erasmo de Rotterdam.
Conto a minha parábola das formigas, pois biólogo sou. Pergunto a ela se quando vê um formigueiro e suas formigas ela diferencia uma formiga das outras. Se ela vê uma formiga ruiva, loira, negra ou asiática. Falo para ela que acontece a mesma coisa com os seres humanos. Pergunto se alguém de fora, vendo de muito longe a humanidade, saberia diferenciar os seres humanos.
Ela me diz: "É pai! Somos todos humanos."
Sorrio, pois acho que o começo do caminho parece promissor.
O resto do dia promete em conversas sobre o tema.
Uma coisa sei: ela se maravilha com a natureza e o cosmo, e tem uma alma lírica e pragmática.
Talvez seja a hora de explicar que a Natureza é uma das maiores "divindades".
E que o melhor caminho é o respeito.
É bom ser pai. É difícil ser humanista.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Bonita
Tenho os olhos para quem eu amo.
Mas não é isso que a torna bonita.
A boniteza já estava lá quando a conheci.
Os olhos com que olho
São os olhos do fotógrafo
E do radiógrafo
E do astrônomo
E do pintor
E do escritor.
Pois enxerga beleza
Do sorriso até as infinitesimais estrelas do seu corpo.
Mas não é isso que a torna bonita.
A boniteza já estava lá quando a conheci.
Os olhos com que olho
São os olhos do fotógrafo
E do radiógrafo
E do astrônomo
E do pintor
E do escritor.
Pois enxerga beleza
Do sorriso até as infinitesimais estrelas do seu corpo.
Criancice
No labirinto de espelhos da Cidade das Crianças, Carlos encontrou Judite perdida e assustada.
Segurou na mão dela e falou: "Confia em mim! Não sei como se sai daqui mas sei que tem saída."
Naquele dia os dois dormiram com o gosto do mesmo algodão-doce na boca.
Segurou na mão dela e falou: "Confia em mim! Não sei como se sai daqui mas sei que tem saída."
Naquele dia os dois dormiram com o gosto do mesmo algodão-doce na boca.
19 de Abril de 2011
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